1. Resolvi reativar meu Tumblr, começando por postar um trabalho que acabei de lançar…
    Meu cover de DARK HORSE da Katy Perry.
    :)
    Espero que curtam, babes!
    Muah!!!!

    3 months ago  /  0 notes

  2. OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA!

    Todos os dias trazem oportunidades de agradecimento, no entanto todo fim incita o ato. Ao menos pra mim.

    Esse ano será guardado sempre com muito carinho por mim. Foi o ano do desapego. Aquele em que decidi que, a partir dali, nada que não fosse essência teria tanta importância pra mim. Foi o ano em que decidi ser feliz, independente das circunstâncias ao meu redor. Foi o ano em que enfrentei meus maiores medos, meu grande apego, tudo que me fazia acreditar que sem “determinada coisa” ou “pessoa”, eu não viveria.

    Foi o ano em que lançamos nosso segundo disco! Foi o ano em que a MTV, que outrora fora apenas um sonho adolescente, se tornou nossa casa. Foi o ano em que conseguimos produzir muito material: gravamos três vídeos covers, dois deles ainda não lançados; dois videoclipes (Dancing Star e Good and Bad), iniciamos a produção do terceiro disco; produzimos nosso show com uma vibe completamente nova (o que foi grande aprendizado pra gente), fizemos contatos e amizades incríveis (do meio artístico e fora dele).

    Esse ano tive apoio, carinho, me senti amada, importante, querida! Esse ano busquei superações e me superei! Esse ano, escolhi o amor diariamente, pois acredito que se ele for o motor, o campo sempre apresentará lindas flores. Esse ano escolhi a liberdade. Aquela que me traz um sorriso ao rosto sempre que minimamente sentida, que me inspira e me faz acreditar que não existem limites, apenas os impostos por nossas mentes condicionadas. Quis me desconstruir, detonar minhas condições pra que pudesse voar mais alto! E, claro, a trilha é tão longa quanto nossa mente é capaz de acreditar que possa ser.

    E que em2013 aestrada seja longa, mas seja vívida, iluminada, divertida e deslumbrante! Que me faça perder o fôlego diariamente diante de sua beleza e de seus mistérios! Que seja intensa e apresente personagens inspiradores, amáveis e felizes. Que siga me apresentando grandes professores da vida! Que seja intensa e transborde amor, compaixão, compreensão e verdade. Que a estrada, representada pela vida, traga acima de tudo, humildade para entendê-los, aceita-los e para que seja grata por tudo e todos.

    OBRIGADA a TODOS que fizeram parte de minha vida em 2012! Sou EXTREMAMENTE GRATA a todos vocês por me ajudarem a me tornar a pessoa que sou!

    Desejo a todos um EXCEPCIONAL 2013, cheio de todos os desejos clichês anualmente citados por tantos! É isso mesmo, os desejo a todos, do fundo do meu coração!

    1 year ago  /  2 notes

  3. MIXTAPE EM PROCESSO CRIATIVO
Recebi ontem a mensagem de uma fã, que me trouxe a confirmação de que sem o diálogo aberto é realmente difícil entendermos o que alguém pensa, espera e quer do outro. Falava sobre como alguns fãs enxergavam nosso distanciamento (meu e da Hel) da internet no geral e dos palcos. Fiquei realmente surpresa por saber que não consegui ser compreendida a partir de frases soltas no twitter e/ou facebook e, por esse motivo, resolvi escrever esse texto para que outros fãs, como ela, entendam o momento no qual a Mixtape se encontra hoje.
Desde a saída da Rê, a Mixtape passou por diversas reestruturações. Éramos um trio com características sonoras e estruturais de uma banda comum. Passamos a ser um duo e queríamos ser capazes de apresentar ao público dois formatos de show: o completo (com banda de apoio, mais custoso e portanto, perfeito para eventos maiores) e o compacto (como duo, em formato de Live PA).
 A criação de arranjos para nossas músicas era feita em estúdio de ensaio, quando nos reuníamos para – ao invés de ensaiar – ter idéias para determinada faixa. Normalmente, em um ensaio de uma hora, arranjávamos a base toda da música, afinal, sempre tínhamos como base a bateria (criada pela Rê), o baixo (criado pela Hel) e os riffs de synth e a base de guitarra (criada por mim). Me viro na bateria, ao menos para produção de arranjos, no entanto não enxergávamos sentido em seguir produzindo nosso material em formato de banda, mesmo porque há tempos já vínhamos conversando internamente (entre nós três) sobre a possibilidade de inserir mais eletrônico em nossas faixas, sem perder a essência rock que existia nele. Mais eletrônico também significava trabalhar muito mais na pesquisa de timbres, o que é normalmente muito mais rápido e fácil quando as músicas são repletas de guitarras. Sendo assim, partimos em busca de alternativas para fazer a pré-produção de nosso disco. Até então eu gravava minhas composições em um mini gravador digital, da seguinte forma: REC, gravando, gravado! Levava pras meninas e o trabalho era feito ao vivo, em pouco tempo.
A partir dali, percebemos que precisávamos aprender a gravar instrumento por instrumento, buscar efeitos e idéias, encontrar timbres interessantes e preparar loops de bateria em um programa de gravação. A Hel foi fazer um curso de produção musical com duração de 6 meses e começamos a fazer nossas pré-produções com um programa que ainda não parecia ser bom o suficiente para fazer o que gostaríamos. Entre trancos e barrancos, em meio ao aprendizado, fizemos as pré produções de Rocker, Tarja Preta e Te Quero Só Pra Mim, que mais tarde seria transformada em ‘A Star or a Satellite’. Mais 6 meses se passaram, e durante esse tempo aprendemos muito sobre equipamentos, programas e produções. Foi uma fase de MUITA pesquisa, afinal além das produções, estávamos preocupadas em como executar nosso show ao vivo, como duo. Eu sempre fui muito matuta com tecnologia musical. Tenho preguiça dela! Então via todo aquele equipamento e dizia pra Hel: “ai, meu Deus! Isso mesmo, domina bem essas coisas porque eu não quero nem precisar parar pra pensar em programar todos esses botões!”. Mas a verdade é que até mesmo eu aos poucos sucumbi a ela, rs. Então, no início do ano, estávamos completamente absortas na produção do show que serviria como teste pro que gostaríamos de apresentar ao público a partir dali.
Entre as pré-produções, a gravação do disco e ensaio pro nosso show, passaram-se 4 meses, ao fim dos quais, ensaiávamos de 2 a 4 horas por dia. Em junho fizemos então um show na Outs, em São Paulo, levando o novo formato compacto da Mixtape. Percebemos alguns problemas que precisariam ser superados para que levássemos o formato em frente: o principal deles era o de que as casas de rock no geral não possuem equipamento com qualidade para bases/loops eletrônicos. Sem ‘sub’, que dá os graves e o famoso ‘soco no peito’ do público, não existe impacto, apenas um sentimento de que ‘está faltando alguma coisa’. Passamos mais um mês inteiro quebrando a cabeça sobre o que e como fazer.
Nessa mesma época, estávamos em busca de nós mesmas. Queríamos descobrir quem realmente éramos, o que realmente queríamos e o que queríamos e deveríamos fazer com a Mixtape, como principal projeto em nossas vidas.
Lançamos Eu Uso, lançamos Rocker e Tarja Preta e o mercado musical nos dizia que estava muito bom, mas faltava alguma coisa! Por vezes, chorei desesperada por não saber mais o que fazer! A Mixtape era parte de mim, minhas músicas eram parte de mim e, felizmente ou não, era tudo o que eu podia oferecer ao público e ao mercado.  Letras mais simples? Eu não queria simplicidade! Eu queria a verdade. Queria ser entendida por aqueles que eram como eu. Não queria mudar para me adaptar ao mercado. Como as últimas faixas já traziam algumas partes em inglês que eram as ‘partes xodó’ da crítica, resolvemos que lançaríamos algumas faixas em inglês, afinal isso sim era algo que gostávamos em comum e que fazia parte de mim, como compositora. Voltei a compor muito, fazia de uma a duas novas músicas violão/voz por dia e as composições simplesmente fluíam. 90% do que escuto é internacional, então minhas influências internacionais para composição, arranjos e interpretação são, da mesma forma, muito fortes e evidentes. A Hel escolhia 2 de 5 músicas que mais gostava, e eu escolhia 1 de 2.
Durante a gravação do primeiro disco, percebi a necessidade de trabalhar fonética e emissão, pra melhorar algumas questões técnicas vocais que já dificultaram a gravação do nosso primeiro trabalho. Estudei, algumas questões melhoraram, outras novas apareceram e frequentemente me via abalada pela dificuldade de fazer um trabalho perfeito de gravação vocal em estúdio, mesmo porque, algumas daquelas questões eram incompreendidas por mim, visto que havia crescido cantando daquela forma, sendo influenciada por cantoras internacionais que faziam exatamente o que me diziam para não fazer, por não soar bem no português. No dia em que entrei em estúdio pra gravar ‘Te Quero Só Pra Mim’, há mais ou menos 5 meses, eu estava decidida a dar meu melhor e não ligar pra questões técnicas em prol da interpretação. Quando esbarrei e fui cobrada pelas primeiras questões técnicas, saí da sala e não pude conter as lágrimas. Eu sabia que não poderia seguir gravando naquele dia. Disse que se aquilo não era bom o suficiente, então eu sentia muito, mas que era tudo o que eu tinha pra dar. Eu era aquilo! Imperfeito como era. Não dava mais.
Resolvemos então fazer uma versão da faixa em inglês, só pra ver no que daria. Fiz e a levei pra estúdio. Finalmente um sorriso! Em inglês tudo se encaixava, em inglês minhas falhas técnicas se tornavam virtude e finalmente entendíamos que assim poderíamos ser quem éramos! Em inglês, não tínhamos medo de ousar, afinal, internacionalmente, a criatividade é estimulada e não tolhida. Em inglês, quanto mais original, melhor! Em inglês, o público do pop que é aquele que ainda não atingíamos mas que gostaríamos de abranger, também era nosso. Em inglês simplesmente existíamos e isso parecia ser o bastante! Éramos livres! Que alívio!!! Tantos meses pra entender quem éramos e o que queríamos! Do ápice do desespero ao completo entendimento, ali estávamos, prontas pra trabalhar no que agora parecia evidente e essencial pra gente.
A partir dali, ainda esbarramos em algumas questões técnicas relacionadas a programas de gravação, mas encontramos a melhor opção e hoje tudo já é muito mais fácil, por mais que estejamos ainda em fase de aprendizado. Decidimos gravar um cover/mash up em inglês  (Just Can’t Get Enough, Depeche Mode x Music, Madonna) antes mesmo de lançar ‘A Star or a Satellite’ -  nossa primeira faixa do segundo disco em inglês - conversamos com algumas pessoas e entendemos o que precisávamos adaptar em nossos shows pra que pudéssemos voltar aos palcos como duo! Passamos a produzir novas faixas e agora já temos uma prévia do show que vem pro aí prontinha! Estamos em fase de ensaios.
A produção de música com mais elementos eletrônicos dá muito mais trabalho no sentido de que às vezes passamos um dia inteiro só pra escolher timbres e programar arpejadores. Outro dia todo em busca de efeitos perfeitos e ideias criativas. Dividimos o tempo da produção das faixas pro show com a pré-produção e gravação de nosso disco e pronto, nos vemos quase loucas em meio a tanto áudio! Normalmente revezamos o trabalho de produção, mas estamos em cima de todo o processo das 9hrs da manhã até as 20hrs, no mínimo. Só Deus sabe o quanto estamos ansiosas por ver o trabalho que vem amadurecendo há quase 2 anos ser lançado. Para amenizar a espera, lançamos alguns singles e mesmo o webclipe de Just Can’t Get Enough x Music, mas sabemos que nada substitui o lançamento de todo o trabalho completo e de um show coeso e que seja entendido pelo público.
Sim, desaparecemos um pouco da internet e nosso contato direto com o público realmente não é hoje tão intenso quanto foi durante o ano que se seguiu ao lançamento de “O Tormento do Tempo”, mas isso aconteceu simplesmente porque a fase da Mixtape, nesse momento, é realmente mais instrospectiva, no sentido de que a criação exige muito de nós. Grande parte dos fãs que temos hoje, conheceu a Mixtape quando já havíamos lançado  “O Tormento do Tempo”, então não teve contato com o período de reclusão que passamos antes do lançamento do disco e do show de lançamento. Gostaríamos de ter lançado nosso segundo disco no  início desse ano, mas por conta de tantas mudanças e readaptações, resolvemos atrasar a produção pra que pudéssemos fazê-lo com identidade, coesão e segurança. Agora temos um pouco mais da metade do disco pronto e a previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2012. A partir daí, saímos da “casca” e aí sim, compreenderão por completo porque deixamos que sentissem nossa falta nos meios virtuais durante esses dias que parecem eternos…
Love you, babes!
 

    MIXTAPE EM PROCESSO CRIATIVO

    Recebi ontem a mensagem de uma fã, que me trouxe a confirmação de que sem o diálogo aberto é realmente difícil entendermos o que alguém pensa, espera e quer do outro. Falava sobre como alguns fãs enxergavam nosso distanciamento (meu e da Hel) da internet no geral e dos palcos. Fiquei realmente surpresa por saber que não consegui ser compreendida a partir de frases soltas no twitter e/ou facebook e, por esse motivo, resolvi escrever esse texto para que outros fãs, como ela, entendam o momento no qual a Mixtape se encontra hoje.

    Desde a saída da Rê, a Mixtape passou por diversas reestruturações. Éramos um trio com características sonoras e estruturais de uma banda comum. Passamos a ser um duo e queríamos ser capazes de apresentar ao público dois formatos de show: o completo (com banda de apoio, mais custoso e portanto, perfeito para eventos maiores) e o compacto (como duo, em formato de Live PA).

     A criação de arranjos para nossas músicas era feita em estúdio de ensaio, quando nos reuníamos para – ao invés de ensaiar – ter idéias para determinada faixa. Normalmente, em um ensaio de uma hora, arranjávamos a base toda da música, afinal, sempre tínhamos como base a bateria (criada pela Rê), o baixo (criado pela Hel) e os riffs de synth e a base de guitarra (criada por mim). Me viro na bateria, ao menos para produção de arranjos, no entanto não enxergávamos sentido em seguir produzindo nosso material em formato de banda, mesmo porque há tempos já vínhamos conversando internamente (entre nós três) sobre a possibilidade de inserir mais eletrônico em nossas faixas, sem perder a essência rock que existia nele. Mais eletrônico também significava trabalhar muito mais na pesquisa de timbres, o que é normalmente muito mais rápido e fácil quando as músicas são repletas de guitarras. Sendo assim, partimos em busca de alternativas para fazer a pré-produção de nosso disco. Até então eu gravava minhas composições em um mini gravador digital, da seguinte forma: REC, gravando, gravado! Levava pras meninas e o trabalho era feito ao vivo, em pouco tempo.

    A partir dali, percebemos que precisávamos aprender a gravar instrumento por instrumento, buscar efeitos e idéias, encontrar timbres interessantes e preparar loops de bateria em um programa de gravação. A Hel foi fazer um curso de produção musical com duração de 6 meses e começamos a fazer nossas pré-produções com um programa que ainda não parecia ser bom o suficiente para fazer o que gostaríamos. Entre trancos e barrancos, em meio ao aprendizado, fizemos as pré produções de Rocker, Tarja Preta e Te Quero Só Pra Mim, que mais tarde seria transformada em ‘A Star or a Satellite’. Mais 6 meses se passaram, e durante esse tempo aprendemos muito sobre equipamentos, programas e produções. Foi uma fase de MUITA pesquisa, afinal além das produções, estávamos preocupadas em como executar nosso show ao vivo, como duo. Eu sempre fui muito matuta com tecnologia musical. Tenho preguiça dela! Então via todo aquele equipamento e dizia pra Hel: “ai, meu Deus! Isso mesmo, domina bem essas coisas porque eu não quero nem precisar parar pra pensar em programar todos esses botões!”. Mas a verdade é que até mesmo eu aos poucos sucumbi a ela, rs. Então, no início do ano, estávamos completamente absortas na produção do show que serviria como teste pro que gostaríamos de apresentar ao público a partir dali.

    Entre as pré-produções, a gravação do disco e ensaio pro nosso show, passaram-se 4 meses, ao fim dos quais, ensaiávamos de 2 a 4 horas por dia. Em junho fizemos então um show na Outs, em São Paulo, levando o novo formato compacto da Mixtape. Percebemos alguns problemas que precisariam ser superados para que levássemos o formato em frente: o principal deles era o de que as casas de rock no geral não possuem equipamento com qualidade para bases/loops eletrônicos. Sem ‘sub’, que dá os graves e o famoso ‘soco no peito’ do público, não existe impacto, apenas um sentimento de que ‘está faltando alguma coisa’. Passamos mais um mês inteiro quebrando a cabeça sobre o que e como fazer.

    Nessa mesma época, estávamos em busca de nós mesmas. Queríamos descobrir quem realmente éramos, o que realmente queríamos e o que queríamos e deveríamos fazer com a Mixtape, como principal projeto em nossas vidas.

    Lançamos Eu Uso, lançamos Rocker e Tarja Preta e o mercado musical nos dizia que estava muito bom, mas faltava alguma coisa! Por vezes, chorei desesperada por não saber mais o que fazer! A Mixtape era parte de mim, minhas músicas eram parte de mim e, felizmente ou não, era tudo o que eu podia oferecer ao público e ao mercado.  Letras mais simples? Eu não queria simplicidade! Eu queria a verdade. Queria ser entendida por aqueles que eram como eu. Não queria mudar para me adaptar ao mercado. Como as últimas faixas já traziam algumas partes em inglês que eram as ‘partes xodó’ da crítica, resolvemos que lançaríamos algumas faixas em inglês, afinal isso sim era algo que gostávamos em comum e que fazia parte de mim, como compositora. Voltei a compor muito, fazia de uma a duas novas músicas violão/voz por dia e as composições simplesmente fluíam. 90% do que escuto é internacional, então minhas influências internacionais para composição, arranjos e interpretação são, da mesma forma, muito fortes e evidentes. A Hel escolhia 2 de 5 músicas que mais gostava, e eu escolhia 1 de 2.

    Durante a gravação do primeiro disco, percebi a necessidade de trabalhar fonética e emissão, pra melhorar algumas questões técnicas vocais que já dificultaram a gravação do nosso primeiro trabalho. Estudei, algumas questões melhoraram, outras novas apareceram e frequentemente me via abalada pela dificuldade de fazer um trabalho perfeito de gravação vocal em estúdio, mesmo porque, algumas daquelas questões eram incompreendidas por mim, visto que havia crescido cantando daquela forma, sendo influenciada por cantoras internacionais que faziam exatamente o que me diziam para não fazer, por não soar bem no português. No dia em que entrei em estúdio pra gravar ‘Te Quero Só Pra Mim’, há mais ou menos 5 meses, eu estava decidida a dar meu melhor e não ligar pra questões técnicas em prol da interpretação. Quando esbarrei e fui cobrada pelas primeiras questões técnicas, saí da sala e não pude conter as lágrimas. Eu sabia que não poderia seguir gravando naquele dia. Disse que se aquilo não era bom o suficiente, então eu sentia muito, mas que era tudo o que eu tinha pra dar. Eu era aquilo! Imperfeito como era. Não dava mais.

    Resolvemos então fazer uma versão da faixa em inglês, só pra ver no que daria. Fiz e a levei pra estúdio. Finalmente um sorriso! Em inglês tudo se encaixava, em inglês minhas falhas técnicas se tornavam virtude e finalmente entendíamos que assim poderíamos ser quem éramos! Em inglês, não tínhamos medo de ousar, afinal, internacionalmente, a criatividade é estimulada e não tolhida. Em inglês, quanto mais original, melhor! Em inglês, o público do pop que é aquele que ainda não atingíamos mas que gostaríamos de abranger, também era nosso. Em inglês simplesmente existíamos e isso parecia ser o bastante! Éramos livres! Que alívio!!! Tantos meses pra entender quem éramos e o que queríamos! Do ápice do desespero ao completo entendimento, ali estávamos, prontas pra trabalhar no que agora parecia evidente e essencial pra gente.

    A partir dali, ainda esbarramos em algumas questões técnicas relacionadas a programas de gravação, mas encontramos a melhor opção e hoje tudo já é muito mais fácil, por mais que estejamos ainda em fase de aprendizado. Decidimos gravar um cover/mash up em inglês  (Just Can’t Get Enough, Depeche Mode x Music, Madonna) antes mesmo de lançar ‘A Star or a Satellite’ -  nossa primeira faixa do segundo disco em inglês - conversamos com algumas pessoas e entendemos o que precisávamos adaptar em nossos shows pra que pudéssemos voltar aos palcos como duo! Passamos a produzir novas faixas e agora já temos uma prévia do show que vem pro aí prontinha! Estamos em fase de ensaios.

    A produção de música com mais elementos eletrônicos dá muito mais trabalho no sentido de que às vezes passamos um dia inteiro só pra escolher timbres e programar arpejadores. Outro dia todo em busca de efeitos perfeitos e ideias criativas. Dividimos o tempo da produção das faixas pro show com a pré-produção e gravação de nosso disco e pronto, nos vemos quase loucas em meio a tanto áudio! Normalmente revezamos o trabalho de produção, mas estamos em cima de todo o processo das 9hrs da manhã até as 20hrs, no mínimo. Só Deus sabe o quanto estamos ansiosas por ver o trabalho que vem amadurecendo há quase 2 anos ser lançado. Para amenizar a espera, lançamos alguns singles e mesmo o webclipe de Just Can’t Get Enough x Music, mas sabemos que nada substitui o lançamento de todo o trabalho completo e de um show coeso e que seja entendido pelo público.

    Sim, desaparecemos um pouco da internet e nosso contato direto com o público realmente não é hoje tão intenso quanto foi durante o ano que se seguiu ao lançamento de “O Tormento do Tempo”, mas isso aconteceu simplesmente porque a fase da Mixtape, nesse momento, é realmente mais instrospectiva, no sentido de que a criação exige muito de nós. Grande parte dos fãs que temos hoje, conheceu a Mixtape quando já havíamos lançado  “O Tormento do Tempo”, então não teve contato com o período de reclusão que passamos antes do lançamento do disco e do show de lançamento. Gostaríamos de ter lançado nosso segundo disco no  início desse ano, mas por conta de tantas mudanças e readaptações, resolvemos atrasar a produção pra que pudéssemos fazê-lo com identidade, coesão e segurança. Agora temos um pouco mais da metade do disco pronto e a previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2012. A partir daí, saímos da “casca” e aí sim, compreenderão por completo porque deixamos que sentissem nossa falta nos meios virtuais durante esses dias que parecem eternos…

    Love you, babes!

     

    2 years ago  /  3 notes

  4. SER O QUE SE É
Talvez pra mim mesma, seja este o post mais assustador de minha vida. Assustador pois discursar acerca de “ser quem se é” é tarefa fácil, enquanto adquirir coragem e assumir  responsabilidades para sua prática parece ser completamente diferente. De toda forma, todo medo é ilusório e todo sentimento, efêmero e sei que, neste ponto de minha vida, é crucial que enfrente a mim mesma, afinal nosso segundo cd – a começar pelo novo single – vem repleto de mensagens de coragem para assumir o verdadeiro eu que nos faz felizes. Impressionante como minhas próprias palavras têm poder sobre minhas atitudes e, percebo, também já tiveram o mesmo poder sobre a Helen em diversos aspectos de sua vida. Espero que, da mesma forma, essa e outras músicas tenha o mesmo poder de modificação sobre as pessoas.
Desde o segundo ano de Mixtape, quando a banda conquistou certo reconhecimento público, as pessoas me perguntam muito sobre minha sexualidade e sobre se tenho um relacionamento com a Helen. Primeiramente fugi da pergunta por achar que minha vida particular não deveria ser de interesse público mas desde que iniciei minha busca pelo auto-conhecimento, percebi que a verdade era muito mais simples: sempre tive muito medo de falar sobre isso. Tive medo de ser quem era e de ser julgada e marginalizada por isso. Cresci tentando ser a filha e a aluna perfeita para compensar o fato de que não conseguia ser quem as pessoas que eu amava queriam que eu fosse. Tive pavor de reuniões familiares e raiva de comentários sobre como eu deveria me vestir e comportar para ser uma boa menina. Sempre reprimi meus sentimentos direitinho, afinal entendi que na sociedade em que vivemos nem sempre devemos ser quem somos e fazer o que queremos. Sempre estudei música mas tentei fugir dela em vários momentos de minha vida. Não por pensar que não era o que me interessava (afinal sempre foi minha paixão), mas por acreditar que não conseguiria me sustentar dela. Acreditava que era um sonho pra poucos e que eu não era boa o bastante, que tudo o que eu fazia era mediano, que eu era apenas uma menininha interiorana com sonhos estúpidos. Felizmente, em todas as épocas de minha vida encontrei pessoas que alguma forma me incentivaram a seguir o caminho da música. É IMPRESSIONANTE. Vivi várias vezes à mercê da desistência de meu sonho perdido, ressuscitado por pessoas que possivelmente nem tenham percebido o que fizeram por mim. Festivais foram e vieram, bandas foram e vieram e então iniciamos a Mixtape. A tímida Mixtape, cheia de medos mas com tanta determinação! Tememos, acreditamos, sonhamos, amamos, sofremos, crescemos, mudamos… E que seja a Mixtape minha facilitadora para dizer que a partir de hoje, serei quem sou a fim de enfrentar as repressões sociais impostas sobre todos nós! A força vem da verdade e ser quem somos não pode ser ruim. Não pode e não é. Somos divinos e temos medo de nossos próprios sentimentos por conta de regras sociais criadas para manutenção do sistema opressivo. Não faço parte dessa realidade. Fiz por muito tempo e hoje quero voar ciente de que só assim serei feliz e poderei cumprir minha missão na Terra.
Conheci a Helen aos 18 anos. Eu era evangélica e namorava um menino da igreja. Ela entrou atrasada para assistir uma única matéria com nossa turma. Fiquei simplesmente embasbacada quando entrou por aquela porta com o cabelo todo bagunçado e uma roupa super descolada. Eu vinha de Cascavel (interior do Paraná) e tentava sem sucesso me enquadrar ao modo de ser das patricinhas. A verdade é que não conseguia ser nem o que gostaria e nem o que era e, ao ver a Helen, senti que pela primeira vez na minha vida havia encontrado alguém com quem me identificava. Pensei: “Caraca! Tenho que ser amiga dessa menina! Ela é DEMAIS! Só pode ser da minha tribo!”. Imediatamente me levantei e sentei atrás dela pra puxar assunto. Inocentemente tudo começou. Terminei meu namoro com o menino da igreja e depois que consegui finalmente compreender o que acontecia comigo e perceber que eu não iria para o inferno por sentir o que sentia, começamos a namorar. Por algum tempo soube que existia uma menina a fim de mim e eu, que como reação tive o riso (pois pra mim, evangélica, vindo do interior, aquilo era minimamente MUITO estranho), posteriormente pensei que a Helen seria absolutamente a única menina que eu de fato poderia sentir algo mais do que simplesmente amizade. Conversamos via ICQ durante algum tempo sem que eu soubesse que ela era ela. No fundo, era só o que eu queria. Se fosse outra pessoa, eu ficaria absolutamente frustrada. Só poderia ser ela. E era.
“Pris, mas então você é gay?”. Já expliquei mas sinto que muita gente não consegue entender e continua me fazendo a mesma pergunta. As pessoas querem que eu me rotule. Sinto muito, não posso fazer isso com a clareza que gostariam. Rotular é uma atitude típica do sistema em que vivemos, mas é absolutamente ultrapassada em meu entendimento, afinal, hoje, mais do que nunca, as pessoas são MUITAS coisas e, mais do que isso, são únicas. A tendência do sistema é a de achatar e enquadrar as pessoas dentro de estereótipos e conceitos que já existem para que sejam consumidas por pessoas que já foram, como elas, rotuladas. Talvez o rótulo que mais se aproxime de minha verdade seja o de bissexual, mas ainda assim, acho limitante. Energia sexual e energia de criação é a mesma coisa. Tenho paixão pela Helen, por pessoas que são especiais pra mim, pela Mixtape, por música, por alguns artistas, etc. Sou livre pra amar e o amor é uma única coisa expressada de diferentes maneiras. Se falamos somente de atração sexual, sou bissexual. Se falamos de amor por si só, explico que minha capacidade de amar ultrapassa o limite social.
Esse post é o choro de minha alma, que por tanto tempo pediu que parasse de ser covarde. Grande covarde fui! E peço desculpas a todos os fãs que sempre souberam ou desconfiaram da verdade. Espero que de alguma forma, também sirva de incentivo para que sejam vocês mesmos, sem medo da sociedade. E não falo apenas de sexualidade, afinal, cada um tem seus próprios medos. Algumas pessoas nunca acordam de seu sono profundo, afinal acordar significa enfrentar! E enfrentar pode parecer impossível para nossa mente tão condicionada às parcialidades que criamos. No entanto, toda sincera intenção pode se tornar realidade, desde que sejamos capazes de encarar problemas como oportunidades de crescimento e entendimento de nossos próprios corações.

    SER O QUE SE É

    Talvez pra mim mesma, seja este o post mais assustador de minha vida. Assustador pois discursar acerca de “ser quem se é” é tarefa fácil, enquanto adquirir coragem e assumir  responsabilidades para sua prática parece ser completamente diferente. De toda forma, todo medo é ilusório e todo sentimento, efêmero e sei que, neste ponto de minha vida, é crucial que enfrente a mim mesma, afinal nosso segundo cd – a começar pelo novo single – vem repleto de mensagens de coragem para assumir o verdadeiro eu que nos faz felizes. Impressionante como minhas próprias palavras têm poder sobre minhas atitudes e, percebo, também já tiveram o mesmo poder sobre a Helen em diversos aspectos de sua vida. Espero que, da mesma forma, essa e outras músicas tenha o mesmo poder de modificação sobre as pessoas.

    Desde o segundo ano de Mixtape, quando a banda conquistou certo reconhecimento público, as pessoas me perguntam muito sobre minha sexualidade e sobre se tenho um relacionamento com a Helen. Primeiramente fugi da pergunta por achar que minha vida particular não deveria ser de interesse público mas desde que iniciei minha busca pelo auto-conhecimento, percebi que a verdade era muito mais simples: sempre tive muito medo de falar sobre isso. Tive medo de ser quem era e de ser julgada e marginalizada por isso. Cresci tentando ser a filha e a aluna perfeita para compensar o fato de que não conseguia ser quem as pessoas que eu amava queriam que eu fosse. Tive pavor de reuniões familiares e raiva de comentários sobre como eu deveria me vestir e comportar para ser uma boa menina. Sempre reprimi meus sentimentos direitinho, afinal entendi que na sociedade em que vivemos nem sempre devemos ser quem somos e fazer o que queremos. Sempre estudei música mas tentei fugir dela em vários momentos de minha vida. Não por pensar que não era o que me interessava (afinal sempre foi minha paixão), mas por acreditar que não conseguiria me sustentar dela. Acreditava que era um sonho pra poucos e que eu não era boa o bastante, que tudo o que eu fazia era mediano, que eu era apenas uma menininha interiorana com sonhos estúpidos. Felizmente, em todas as épocas de minha vida encontrei pessoas que alguma forma me incentivaram a seguir o caminho da música. É IMPRESSIONANTE. Vivi várias vezes à mercê da desistência de meu sonho perdido, ressuscitado por pessoas que possivelmente nem tenham percebido o que fizeram por mim. Festivais foram e vieram, bandas foram e vieram e então iniciamos a Mixtape. A tímida Mixtape, cheia de medos mas com tanta determinação! Tememos, acreditamos, sonhamos, amamos, sofremos, crescemos, mudamos… E que seja a Mixtape minha facilitadora para dizer que a partir de hoje, serei quem sou a fim de enfrentar as repressões sociais impostas sobre todos nós! A força vem da verdade e ser quem somos não pode ser ruim. Não pode e não é. Somos divinos e temos medo de nossos próprios sentimentos por conta de regras sociais criadas para manutenção do sistema opressivo. Não faço parte dessa realidade. Fiz por muito tempo e hoje quero voar ciente de que só assim serei feliz e poderei cumprir minha missão na Terra.

    Conheci a Helen aos 18 anos. Eu era evangélica e namorava um menino da igreja. Ela entrou atrasada para assistir uma única matéria com nossa turma. Fiquei simplesmente embasbacada quando entrou por aquela porta com o cabelo todo bagunçado e uma roupa super descolada. Eu vinha de Cascavel (interior do Paraná) e tentava sem sucesso me enquadrar ao modo de ser das patricinhas. A verdade é que não conseguia ser nem o que gostaria e nem o que era e, ao ver a Helen, senti que pela primeira vez na minha vida havia encontrado alguém com quem me identificava. Pensei: “Caraca! Tenho que ser amiga dessa menina! Ela é DEMAIS! Só pode ser da minha tribo!”. Imediatamente me levantei e sentei atrás dela pra puxar assunto. Inocentemente tudo começou. Terminei meu namoro com o menino da igreja e depois que consegui finalmente compreender o que acontecia comigo e perceber que eu não iria para o inferno por sentir o que sentia, começamos a namorar. Por algum tempo soube que existia uma menina a fim de mim e eu, que como reação tive o riso (pois pra mim, evangélica, vindo do interior, aquilo era minimamente MUITO estranho), posteriormente pensei que a Helen seria absolutamente a única menina que eu de fato poderia sentir algo mais do que simplesmente amizade. Conversamos via ICQ durante algum tempo sem que eu soubesse que ela era ela. No fundo, era só o que eu queria. Se fosse outra pessoa, eu ficaria absolutamente frustrada. Só poderia ser ela. E era.

    “Pris, mas então você é gay?”. Já expliquei mas sinto que muita gente não consegue entender e continua me fazendo a mesma pergunta. As pessoas querem que eu me rotule. Sinto muito, não posso fazer isso com a clareza que gostariam. Rotular é uma atitude típica do sistema em que vivemos, mas é absolutamente ultrapassada em meu entendimento, afinal, hoje, mais do que nunca, as pessoas são MUITAS coisas e, mais do que isso, são únicas. A tendência do sistema é a de achatar e enquadrar as pessoas dentro de estereótipos e conceitos que já existem para que sejam consumidas por pessoas que já foram, como elas, rotuladas. Talvez o rótulo que mais se aproxime de minha verdade seja o de bissexual, mas ainda assim, acho limitante. Energia sexual e energia de criação é a mesma coisa. Tenho paixão pela Helen, por pessoas que são especiais pra mim, pela Mixtape, por música, por alguns artistas, etc. Sou livre pra amar e o amor é uma única coisa expressada de diferentes maneiras. Se falamos somente de atração sexual, sou bissexual. Se falamos de amor por si só, explico que minha capacidade de amar ultrapassa o limite social.

    Esse post é o choro de minha alma, que por tanto tempo pediu que parasse de ser covarde. Grande covarde fui! E peço desculpas a todos os fãs que sempre souberam ou desconfiaram da verdade. Espero que de alguma forma, também sirva de incentivo para que sejam vocês mesmos, sem medo da sociedade. E não falo apenas de sexualidade, afinal, cada um tem seus próprios medos. Algumas pessoas nunca acordam de seu sono profundo, afinal acordar significa enfrentar! E enfrentar pode parecer impossível para nossa mente tão condicionada às parcialidades que criamos. No entanto, toda sincera intenção pode se tornar realidade, desde que sejamos capazes de encarar problemas como oportunidades de crescimento e entendimento de nossos próprios corações.

    3 years ago  /  46 notes